
A Venezuela sob tutela. Trump, petróleo e o regime político chavista
Foto. Da direita para a esquerda, general Vladimir Padrino López, Diosdado Cabello e os irmãos Delcy e Jorge Rodríguez, após posse da presidenta interina na Assembleia Nacional, em 05 de janeiro. A rapidez com que se consumaram a invasão e o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, em 03

Sanções, assassinatos e bloqueio marítimo contra o povo venezuelano: imperialismo estadunidense intensifica a ofensiva
Introdução Continuam os ataques à soberania e autodeterminação do povo venezuelano. O imperialismo estadunidense avança suas sanções agressões econômico-políticas. Na realidade, deu um salto qualitativo em suas agressões. Por um lado, mantém seus atos criminosos contra pequenas embarcações de pescadores: são mais de 100 assassinatos de tripulações civis em águas

Trump, imperialismo e Venezuela. Entre a intervenção militar direta e o pacto de transição política
A arrogância imperialista de Trump não cessa. No final de novembro disse: “todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor considerem o fechamento completo do espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela. Obrigado pela atenção a este assunto!”. Uma nítida agressão à soberania

Trump e a geopolítica imperialista na América Latina
A crescente presença naval militar no Mar do Caribe representa a maior mobilização estadunidense na região, pelo menos desde 1989[1]. Essa nova investida imperialista sobre a América Latina tem deixado dezenas de mortes em ataques a tripulações de pequenas embarcações nas costas da Venezuela, estendendo-se também para o Pacífico, em

Imperialismo e dependência estrutural latino-americana. Aspectos conceituais históricos e contemporâneos
Este artigo foi publicado na Revista Caracol (nº 20, ano 2020 ), como resultado das exposições dos palestrantes de evento internacional na USP – 4º CLAGlo: Concepções Teóricas, Iniciativas Glopolíticas, Análise Político-Ideológica- o qual fui convidado como palestrante. A publicação desse texto, no portal Marxismo. Debate e Crítica , deve-se

O que foram os governos sul-americanos de frente popular (chamados “progressistas”) entre 1998 e 2016?
A partir do final da década de 1990, uma nova tendência política de governos nacionais começou a surgir em vários países sul-americanos. Essa tendência se reproduziu institucionalmente por mais de quinze anos. Foram governos que resultaram eleitoralmente de forças políticas respaldadas em movimentos sociais e partidos de esquerda. Entre essas

Crise do regime político brasileiro no pré-1964, golpe empresarial militar e consolidação do regime ditatorial
O regime político ditatorial brasileiro implantado com o golpe empresarial-militar de 1964 conduziu o país em 21 anos de descalabros políticos e econômicos. Desse período ainda hoje restam consequências sociais, educacionais e culturais que não foram superadas; pelo contrário, reproduzem-se nas relações cotidianas, ao exemplo da estrutura militarizada das polícias

Florestan Fernandes: universidade pública, marxismo e revolução
Florestan Fernandes faz parte e expressa um período do pensamento social brasileiro, em especial o acadêmico sociológico, no qual a universidade pública como espaço social concentrou energias no sentido de (a) compreender a especificidade da sociedade brasileira, de sua formação colonial, escravista e integrada de maneira subalterna ao modo

O contexto imediato do junho de 2013 no Brasil
Os protestos iniciados em junho de 2013 floresceram como um “raio em céu azul”, em várias capitais do país. Mobilizações juvenis que se contrapunham aos reajustes de 0,20 centavos no preço das passagens de transportes públicos (ônibus, metrôs e trens) enfrentaram a intransigência das administrações federal, estaduais e municipais, ao

Teoria da dependência, Estado, sociedade civil e neoliberalismo.
Considerações sobre a produção teórica de Fernando Henrique Cardoso como mediação ativa nas mudanças ideológicas e políticas na intelectualidade e esquerda política brasileira, entre as décadas de 1960 e 1980, no sentido de integrar ativamente o “possibilitismo institucional” e endossar o neoliberalismo.

As iniciativas políticas do Governo Dilma Rousseff no pós-junho de 2013
Dilma Rousseff e o petismo responderam às “vozes das ruas” de junho de 2013 com limitadas políticas públicas, mantiveram o apoio aos mega eventos esportivos e aceleraram uma legislação “antiterrorista” que aprofundou a criminalização dos movimentos sociais Os protestos iniciados em junho também criticaram elementos fundamentais do regime político, como