Governos de frente-popular - Parte 1

O que foram os governos sul-americanos de frente popular (chamados “progressistas”) entre 1998 e 2016?

A partir do final da década de 1990, uma nova tendência política de governos nacionais  começou a  surgir em vários países sul-americanos. Essa tendência se reproduziu institucionalmente por mais de quinze anos. Foram  governos que resultaram eleitoralmente de forças políticas respaldadas em movimentos sociais e partidos de esquerda. Entre essas forças políticas, muitas vinham dos períodos ditatoriais e,  ao longo da década de 1980 e 1990,  lutaram contra  o modelo neoliberal que se implantava  na região.
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A configuração política dos governos de frente-popular

Tabela dos governos 2 e1753114889769

Um  retorno às décadas de 1980 e 1990

Evolução % da pobreza e da indigência na América Latina

– 1980/1986/ 1990/1994/1997/1999

Pobreza e indigencia
Fonte: A partir da CEPAL (2000).

Como as vozes do imperialismo olhavam aqueles anos 1990 e início de 2000? As políticas compensatórias e o Banco Mundial

Situações revolucionárias e pré-revolucionárias em países sul-americanos

Kirchner Evo Morales Lula e Chavez

Considerações finais

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17409840


[1] Em outros artigos, trabalharei três linhas distintas: a) ainda sobre as origens dessas frentes populares, analisarei três casos específicos (Venezuela, Argentina e Brasil); b) tentarei demonstrar em linhas gerais  o percurso pró-capital e dependência que tais frentes populares tiveram ao longo de seu perscurso; c) me deterei na análise sobre o que levou ao fracasso de tais formas de governo,  e considerarei também como hipótese a impossibilidade de retomada de um novo ciclo daqueles governos, mesmo que algumas figuras tenham retornado com seus partidos aos cargos presidenciais.

[2] James Petras y Henry Veltmeyer,  Juicio a las multinacionales. Inversión extranjera e imperialismo, México: Lumen, 2007, p.295

[3] Atilio A. Boron, Estado, capitalismo e democracia na América Latina, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994, p. 12-13.

[4] Atilio A. Boron, Estado, capitalismo e democracia na América Latina, p. 12-13.

[5] RELATÓRIO DO BANCO MUNDIAL, Panorama Geral, 2005.

[6] Arturo Valenzuela, Para que América Latina vuelva a figurar, Finanzas e desarrollo, dec/2005, p.17.

[7] BANCO MUNDIAL, Panorama Mundial, dec/2005.

[8] Jaime Saavedra e Omas S. Arias, Sem saída?, Finanzas e desarrollo, dec. 2005, p.18-22.

[9] Anoop Singh e Charles Collins, El surgimiento de America Latina. Una nueva oportunidade para arraigar el crecimiento y cortar las crises, Finanzas y desarrollo, dec/2005, p.9.

[10] Anoop Singh e Charles Collins, El surgimiento de America Latina. Una nueva oportunidade para arraigar el crecimiento y cortar las crises, p.11.

[11] BANCO MUNDIAL. Panorama regional, 2005, p. 21.

[12] Atilio A. Boron, 2004, p. 12-3.

[13] A. Bonilla, Vulnerabilidad internacional y fragilidad doméstica: la crisis andina en perspectiva regional. Nueva sociedad, Caracas, 51, mai/jun 2001,  p.173.

[14] Trataremos em outros textos sobre as crises políticas e situações revolucionárias que foram abertas naqueles países e como e por que foram estancadas.

[15] Power e Jameson.

[16] Naquele período existe um acompanhamento sobre as manifestações então em curso, especialmente através do Observatório Latino-Americano da CLACSO: Boito, A., Galvão, A. e Marcelino, P. (2009). Brasil: o movimento sindical e popular na década de 2000. In: OSAL (Buenos Aires: CLACSO), Año X, nº 26, noviembro. p.31-55;  Leher, R., Trindade, A. C., Botelho Lima, J.  A., Costa, R. (2010). Brasil. Os rumos das lutas sociais no período 2000-2010. In: OSAL (Buenos Aires: CLACSO), Año XI, nº 28, noviembro. p.49-69.

[17] Vide: Maya, M. L. (2006) El projecto bolivariano en Venezuela (1999-2005). In: Schulte, C., Hildebrandt, C. Partidos de la izquierda y movimientos sociais en América Latina.  São Paulo: Expressão Popular. p.65-76; Lander, E. (2005) Izquierda y populismo. Alternativas al neoliberalismo em Venezuela. In: Chavez, D., Barrett, P. S. (ed.). La nueva izquierda en América Latina. Sus orígenes y trayectoria futura. Bogotá: Grupo Editorial Norma. p.97-146.

[18] Sobre a Argentina, além do Observatório Latino-Americano (CLACSO), vide: Sartelli, E. (2003) La plaza  es nuestra. 3ed. Buenos Aires: Ediciones RyR.; Almeyra, G. (2004) La protesta social en la Argentina (1990-2004). Buenos Aires: Ediciones Continente;  Bonnet, A. (2008) La hegemonía menemista. El neoconservadorismo en Argentina, 1989-2001. Buenos Aires: Prometeo Libros;  Giarraca, N. e outros.(2007) Tiempos de rebelión: “Que se vayan todos”. Calles y plazas en la Argentina: 2001-2002. Buenos Aires: Antropofagia.

[19] Cravino, M. C. (ed.). (2007). Resistiendo en los barrios. Acción colectiva y movimientos sociales en el Área Metropolitana de Buenos Aires. Buenos Aires: Los Polvorines/Un. Nacional de General Sarmiento; Seone, M. (2007). Argentina. In: Sader, E. (org.). Latinoamericana. Enciclopédia contemporânea da América Latina e Caribe. São Paulo: Boitempo. pp. 99-122;  Petras, J. y Veltmeyer, H. (2005) Movimientos sociales y poder estatal. Argentina, Brasil, Bolivia, Ecuador.  México: Lumen Mexico.

[20] Basualdo, E.M. y Arceo, E. (2006). Neoliberalismo y sectores dominantes. Tendencias globales y experiencias nacionales. Buenos Aires: Clacso.

[21] Luiz Fernando da Silva

[22] Crespo, I., Garrido, A. e Riorda, M. (2008) La conquista del poder. Elecciones y campañas presidenciales en América Latina. Buenos Aires: La Crujía.

[23] Bonnet, 2008.

[24] Garcia, 2011; Leher, 2010; Oliveira, 2003


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