Aonde vai a França? Trotsky analisa a “conciliação entre as classes sociais” e a alternativa em torno de um programa revolucionário contra a crise capitalista e a burguesia

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Aonde vai a França?[1] é uma coletânea de artigos publicados por Léon Trotsky sobre os acontecimentos políticos na França, entre fevereiro de 1934 – período da ofensiva  “fascista-bonapartista-monarquista” contra o parlamento francês – até a greve geral de maio-junho de 1936. Nos textos, Trotsky analisa a evolução da luta de classes francesa. Foram publicados principalmente […]

Lênin, marxismo e geopolítica

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A  geopolítica clássica se materializou como pensamento estratégico imperialista na fase de afirmação do  “capitalismo monopolista”, entre final do século XIX e início do século XX. A geopolítica então se constituía como  doutrina que trazia em si as bases da geografia moderna na tradição colonialista europeia, iniciada no século XVI, e desenvolvida  no período do capitalismo concorrencial. Em […]

Trump, as tarifas e o prolongado declínio do imperialismo estadunidense

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Trump não é nenhum louco, ele age de acordo com os interesses mais destacados das frações imperialistas estadunidenses, inclusive de seus próprios interesses empresariais. A imposição das tarifas e sanções a países não se trata somente de obter vantagens econômicas, mas também  de garantir e ampliar  o domínio geoeconômico e geopolítico dos EUA. Sob a estratégia “América Primeiro”, busca transferências de (mais) valor  de  seus “aliados” (países semicoloniais e imperialistas secundários) para o país, por meio das crescentes tarifas, aumento em investimentos produtivos  nos EUA, e concessões tarifárias para suas empresas em vários cantos do mundo. Ao lado disso, tenta estabelecer  realinhamento político e militar dos países contra a expansão geoeconômica chinesa.

Estado sionista de Israel no pós cessar-fogo em Gaza: intensifica-se ocupação, genocídio e militarização da fome

Palestinos na estrada Salah al Din Centro da Faixa de Gaza

O que é camuflado pela mídia imperialista ocidental como “guerra” trata-se do aprofundamento da ocupação militar colonial-imperialista contra o povo palestino. Saques dos recursos naturais, anexação territorial, assassinatos e fome generalizada, articulada a uma rede capitalista internacional. A isso chamam projeto Grande Israel, ofensiva genocida que visa a expulsão definitiva da maioria dos palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, além de anexar regiões de sul do Líbano e da Síria.

Crise do regime político brasileiro no pré-1964, golpe empresarial militar e consolidação do regime ditatorial

Ditadura assassina

O regime político ditatorial brasileiro implantado com o golpe empresarial-militar de 1964 conduziu o país em 21 anos de descalabros políticos e econômicos. Desse período ainda hoje restam consequências sociais, educacionais e culturais que não foram superadas; pelo contrário, reproduzem-se nas relações cotidianas, ao exemplo da estrutura militarizada das polícias estaduais. Também cabe apontar que, embora o regime ditatorial se encontrasse enfraquecido na entrada da década de 1980, ainda assim condicionou a agenda da transição política no país, atuando como agente fundamental na defesa dos interesses empresariais monopolistas nacionais e internacionais, dos interesses capitalistas no meio rural, e protetor dos integrantes do sistema de informação e repressão.

Florestan Fernandes: universidade pública, marxismo e revolução

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  Florestan Fernandes faz parte e expressa um período do pensamento social brasileiro, em especial o acadêmico sociológico, no qual a universidade pública como espaço social  concentrou energias no sentido de (a) compreender a especificidade da sociedade brasileira, de sua formação colonial, escravista e integrada de maneira subalterna ao modo de produção capitalista, (b) com […]

O contexto imediato do junho de 2013 no Brasil

Se a tarifa nao baixar a cidade vai parar f960x540 4593 78668 5050 1

Os protestos iniciados em junho de 2013 floresceram como um “raio em céu azul”, em várias capitais do país. Mobilizações juvenis que se contrapunham aos reajustes de 0,20 centavos no preço das passagens de transportes públicos (ônibus, metrôs e trens) enfrentaram a intransigência das administrações federal, estaduais e municipais, ao lado da repressão policial e ação corrosiva da imprensa corporativa (empresarial, burguesa) Na direção inicial das mobilizações estava o Movimento Passe Livre (MPL), que existia desde 2005, e agregava distintos organizações de esquerda (PSTU, setores do Psol, PCB e outras organizações), além de agrupamentos autonomistas e grupos anarquistas.

Teoria da dependência, Estado, sociedade civil e neoliberalismo.

Charge sobre o Governo de FHC e o FMI

Considerações sobre a produção teórica de Fernando Henrique Cardoso como mediação ativa nas mudanças ideológicas e políticas na intelectualidade e esquerda política brasileira, entre as décadas de 1960 e 1980, no sentido de integrar ativamente o “possibilitismo institucional” e endossar o neoliberalismo.

O golpe civil-militar e a consolidação de nova forma de dependência

  – FHCardoso, ILPES-Cepal, integração subordinada ao imperialismo e democracia O tema do golpe militar tomou diversos setores da sociedade brasileira naquele período. As formulações eram várias. Iam daquelas análises que definiam que o êxito do golpe ocorrera em razão da aliança entre os setores latifundiários com o imperialismo, ou por interpretações sobre a debilidade política […]