Donald Trump assinou em 31 de julho de 2025 uma ordem executiva impondo tarifas recíprocas, variando de 10 % a 41 % sobre importações de cerca de 92 países [1], que tiveram vigência a partir de 06 de agosto . Essa medida substituiu uma suspensão de 90 dias (exceto para a China), iniciada em 9 de abril de 2025, durante a qual uma tarifa global de 10 % era aplicada.
Dos países atingidos, somente União Europeia, Japão, Filipinas, Indonésia, Vietnã e Reino Unido fecharam acordos antes do prazo estabelecido, pelo menos os que foram publicizados, com o imperialismo estadunidense. Outros países não o fizeram, não tiveram espaço para realizá-lo. No geral foram mantidas tarifas entre 10% e 15%. No entanto, alguns países sofreram fortes “retaliações”, como ocorreu com Brasil, Canadá, África do Sul e Suíça, e mais recentemente a Índia.
O México obteve um prazo adicional de 90 dias para negociar, símbolo de flexibilidade na administração desse novo regime tarifário[2]. Para a China, a suspensão das tarifas elevadíssimas foi inicialmente prevista até 12 de agosto e, posteriormente, estendida até 10 de novembro de 2025 [3].
Após revelar suas tarifas do “Dia da Libertação” em abril, Trump modificou seus planos com frequência. Os níveis tarifários variaram por país, entre acordos e sanções. 50% para produtos do Brasil, 39% da Suíça, 35% do Canadá e 25% da Índia. Depois, ele anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, a ser implementada em 21 dias como pressão sobre as compras de petróleo russo pela Índia, além dos 25% já impostos. Por sua vez, estabeleceu acordos com UE e Japão (15 %), Reino Unido e Austrália (10 %). Tais acordos que mantiveram as tarifas “baixas” revelaram nítida subordinação política e econômicas desses países ao imperialismo estadunidense.
No caso brasileiro, foi quem sofreu maior taxação, chegando a 50% suas tarifas de exportação para os EUA, embora fossem isentados cerca de 694 produtos que mantiveram taxas de 10%. O impotente Governo Lula não foi além do discurso sobre “soberania” e independência. Como é próprio desse governo, não se atreveu a radicalizar qualquer enfrentamento com Trump, uma vez que se submete inteiramente às pressões das frações empresariais “nacionais”. Algo semelhante ao que faz sobre o genocídio na Palestina: não realiza cortes radicais nas relações comerciais com o Estado sionista de Israel. O que tenta realizar, de maneira infrutífera, é ainda conseguir abrir canais de negociações com o governo estadunidense. A reação mais concreta do governo brasileiro foi um pacote de apoio aos exportadores afetados, com linhas de crédito de 30 bilhões de reais, isenções fiscais e políticas de aquisição pública de seus produtos, totalizando impacto fiscal de cerca de 5 bilhões de reais[4]. Da maneira como foi anunciado, isso significaria manter os empregos em vários setores que foram afetados.
O governo estadunidense utiliza várias justificativas para essas medidas[5]. Diz que as medidas tarifárias ajudarão a reindustrializar o país, criando empregos para a população, aumentarão a receita do governo americano, reduzirão os déficits comerciais e induzirão outros países a tomar medidas que beneficiem os Estados Unidos. A base política e ideológica trumpista ( leia-se MAGA- Fazer a América Grande Novamente) considera que essas taxações refazem as “injustiças” comerciais cometidas contra os EUA na relação importação/exportação, uma vez que EUA pouco taxava os produtos estrangeiros, ao contrário dos outros países, o que teria levado a grandes déficits comerciais, que agora precisam ser consertados. Também considera importante, por exemplo, os acordos realizados que estariam, por um lado, abrindo mercado para as exportações de muitas indústrias estadunidenses e, por outro lado, fazendo com que países como Japão, Reino Unido e o bloco da União Europeia invistam nos Estados Unidos, em áreas produtivas estratégicas.
Trump não é nenhum louco, ele age de acordo com os interesses mais destacados das frações imperialistas estadunidenses, inclusive de seus próprios interesses empresariais. A imposição das tarifas e sanções a países não se trata somente de obter vantagens econômicas, mas também de garantir e ampliar o domínio geoeconômico e geopolítico dos EUA. Sob a estratégia “América Primeiro”, busca transferências de (mais) valor de seus “aliados” (países semicoloniais e imperialistas secundários) para o país, por meio das crescentes tarifas, aumento em investimentos produtivos nos EUA, e concessões tarifárias para suas empresas em vários cantos do mundo. Ao lado disso, tenta estabelecer realinhamento político e militar dos países contra a expansão geoeconômica chinesa. Doravante muitos países precisarão pagar de uma forma ou de outra pelo apoio militar americano, resultando em maior submissão política.
As tarifas e acordos têm forte viés em favor dos interesses econômicos imediatos dos EUA que se encontra em prolongado processo de crises e decadência enquanto potência imperialista hegemônica. De imediato, associam-se à redução do déficit comercial por meio da ampliação de exportações americanas, especialmente em setores estratégicos (energia, agricultura, indústria aeroespacial). Forçam a abertura de mercados dos países, permitindo a entrada de produtos americanos anteriormente prejudicados por barreiras tarifárias (ou técnicas). A arrecadação adicional foi projetada em mais de US$ 300 bilhões anuais, mas com riscos à inflação e lucros — estimativas apontam US$ 15 bilhões em perdas corporativas em 2025 (Reuters).
O governo justifica as tarifas como ferramenta de reindustrialização, criação de empregos, aumento da receita, redução do déficit comercial e indução de medidas favoráveis por parte de outros países – com apoio ideológico de uma base trumpista – que vê nelas reparação de “injustiças” históricas comerciais[6].
Trump considera que os efeitos positivos já estariam ocorrendo na economia doméstica, pelo menos desde fevereiro, quando pela primeira vez começou a anunciar as tarifas. Para ele, o PIB real em 0,7%, acima do que era esperado, permitiria essa certeza. Mas a leitura desse PIB é outra. Ocorreu essa elevação, acima do esperado, em razão da queda das importações já decorrentes das taxações. No entanto, o que está indicando é que isso não se confirma com a realidade do país. A economia está em queda, quase que entrando em um período de recessão e estagflação[7].
As tarifas não são apenas pressões comerciais
Donald Trump usa as tarifas não somente como ferramenta econômica, também as utiliza como ferramenta de poder político, dentro de sua perspectiva geopolítica imperialista, onde o centro estratégico é o alinhamento dos países contra a expansão comercial e militar-marítima chinesa. As negociações comerciais são concebidas como um momento oportuno para atingir objetivos que vão além do que Trump declara: redução do déficit comercial crônico dos EUA e reindustrialização estadunidense. Após o presidente suspender as chamadas “tarifas recíprocas”, em 9 de abril, para pressionar negociações (e concessões) com os países, teriam elaborados planos para pressionar os países próximos a China por um relacionamento de defesa mais próximo, incluindo a compra de equipamentos americanos e visitas a portos.
Trump, em diversas ocasiões, misturou deliberada e publicamente questões comerciais e geopoliticas. O sinal mais recente veio no início de agosto, quando ameaçou em aumentar a tarifa de 25% sobre produtos indianos para 50%, caso o país não interrompa as compras de petróleo russo que, segundo os EUA, apoia a guerra da Rússia na Ucrânia.
Em janeiro, disse que imporia tarifas sobre produtos colombianos, a menos que o líder do país concordasse em aceitar migrantes deportados, o que acabou acontecendo. Também criticou o governo colombiano por supostas perseguições ao ex-presidente de direita Álvaro Uribe, preso e condenado por corrupção no país. Posso citar também as ameaças de imposições tarifárias sobre México e Canadá[8] que foram associadas à guerra contra a entrada de fetamina no território estadunidense. No mês de julho, Trump ameaçou impor tarifas de 50% sobre as importações do Brasil – o que de fato o fez – se o governo não suspendesse o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de fomentar golpe de estado no país, e não eliminasse as sanções contra empresas estadunidenses ligadas a redes sociais.
Documentos internos do Departamento de Estado sobre as negociações tarifárias com diversos países foram “vazados” na imprensa estadunidense[9]. Tais documentos apenas confirmam aquilo que muitos já sabiam. O Departamento de Estado afirmou: “Não comentamos sobre documentos supostamente vazados. No entanto, aguardamos ansiosamente a notícia sobre como o governo Trump está usando negociações comerciais recíprocas para beneficiar e lutar pelo povo americano”.
O governo continua a alavancar as negociações comerciais para obter ganhos mais amplos. No mês de agosto último, McCoy Pitt, alto funcionário do escritório de assuntos internacionais do Departamento de Estado, de acordo com o documento vazado, defendeu ostensivamente a vinculação das negociações comerciais a plano para impedir um acordo global sobre mudanças climáticas. O funcionário teria recomendado ao chefe do Departamento, Marco Rubio, desenvolver uma estratégia antes da votação em outubro pela Organização Marítima Internacional (OMI) sobre a limitação das emissões de gases de efeito estufa por grandes navios porta-contêineres. Em abril, a agência da ONU já tinha aprovado um projeto de regulamentação, que o memorando do Departamento de Estado descreveu como um “imposto global sobre o carbono”.
O memorando de Pitt, intitulado “Protegendo os interesses de transporte marítimo dos EUA derrotando o ‘Net-Zero Framework’ da Organização Marítima Internacional”, considera que, como parte de qualquer acordo comercial com os EUA, os países “são instruídos” ou “seria esperado” que votassem contra a proposta da OMI. Como caso concreto, os negociadores do Departamento de Estado haviam introduzido “essa questão nas negociações comerciais bilaterais em andamento” com nações marítimas como Cingapura[10].
Outras informações desses documentos vazados são apresentadas pelos jornalistas de The Whashington Post. A ampliação das negociações comerciais com mais de uma dúzia de países são reveladoras.
Em uma lista de oito páginas de “objetivos complementares de negociação”, autoridades americanas reconheceram que potenciais acordos abrangeriam diversas questões, incluindo bases militares, “tradicionalmente não encontradas em um acordo comercial”. Autoridades também discutiram pressionar outras nações a fornecer concessões para empresas individuais, incluindo a Chevron, uma das 10 maiores produtoras de petróleo do mundo, e a Starlink de Elon Musk. O documento de negociação continha sugestões de outros departamentos do Gabinete em resposta a uma solicitação do gabinete do Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, e trazia uma anotação manuscrita indicando que era um rascunho de 1º de maio.
O governo sul-coreano deveria ser estimulado à mudança no posicionamento das tropas americanas estacionadas no país sob o comando das Forças Armadas dos EUA na Coreia, de acordo com uma minuta de acordo entre os dois países. Entre as metas listadas estaria a exigência de que “a Coreia emita uma declaração política apoiando a flexibilidade da postura das forças da USFK para melhor dissuadir a China, ao mesmo tempo em que continua a dissuadir [a Coreia do Norte]”. Os EUA também queriam que Coreia do Sul aumentasse os gastos com defesa para 3,8% do PIB, acima dos 2,6% do ano passado, e aumentasse sua contribuição de mais de US$ 1 bilhão para cobrir os custos anuais de instalação de cerca de 28.500 soldados americanos no país. Em coletiva de imprensa em 28 de julho, Woo Sang-ho, secretário sênior de assuntos políticos da Coreia do Sul, confirmou que questões de defesa estavam “na lista de negociações”. Mas elas não estavam no acordo que Trump anunciou dois dias depois.
Autoridades do Estado sionista de Israel, aliado estratégico no Oriente Médio, seriam pressionadas a “remover a propriedade portuária chinesa em Haifa”, cidade costeira no norte de Israel. Em 2015, o Shanghai International Port Group, empresa estatal chinesa, ganhou um contrato de 25 anos para operar uma nova unidade automatizada de movimentação de contêineres. As preocupações dos EUA com a presença chinesa em Haifa remontam ao governo Biden. Embarcações da Marinha dos EUA frequentemente atracam em uma base naval israelense adjacente ao porto comercial.
Outro caso também sobre Israel indica como as pressões tarifárias se projetam para a defesa de empresas individuais estadunidenses. EUA pretendem que o governo não prossiga com quaisquer projetos de regulamentação que force a Chevron a vender seus interesses como operadora em um de seus campos de gás natural. A empresa opera em Israel desde 2020, inclusive na faixa de Gaza. A Chevron quando questionada se havia solicitado ajuda do governo dos EUA disse o seguinte: “A Chevron mantém contato regular com autoridades governamentais e partes interessadas importantes, tanto no país quanto no exterior, como parte de sua rotina comercial. Embora não discutamos detalhes, nossas conversas sempre se concentram nos benefícios que acreditamos trazer às comunidades onde operamos, incluindo o Mediterrâneo Oriental”[11].
Não está claro se as disposições foram discutidas nas negociações. Trump anunciou vários acordos comerciais com a União Europeia, Japão, Vietnã e outros. Mas o governo não divulgou textos formais que detalhasse o teor dos acordos.
O documento de negociação mostrou que autoridades do governo planejavam pressionar vários governos, incluindo Taiwan, Índia e Indonésia, a aumentar seus gastos com defesa ou a comprar mais equipamentos militares dos EUA.
A ameaça de Trump de uma tarifa de 49% sobre produtos cambojanos parece que convenceu autoridades governamentais a permitir que a “Marinha dos EUA conduzisse visitas anuais (ou bianuais) e exercícios de treinamento na Base Naval de Ream”, no sudoeste do Camboja. Washington estaria muito preocupado com a presença naval chinesa na instalação, que oferece acesso direto ao Mar da China Meridional, há tempos em crescente disputa marítima. Os EUA queriam que o governo cambojano proibisse “desdobramentos militares chineses fora da RAM”, afirmava o documento.
Autoridades americanas também se preocuparam com outro porto sob controle chinês na cidade de Darwin, no norte da Austrália, que abriga cerca de 2.500 fuzileiros navais americanos em regime de rodízio. O Landbridge Group, da China, teria assinado em 2015 contrato de arrendamento de 99 anos para operar o porto australiano. Os negociadores americanos queriam um “sinal” do governo australiano sobre sua “intenção de rever seu acordo sobre a operação do Porto de Darwin por uma empresa apoiada pela China”. Durante a campanha eleitoral australiana deste ano, o primeiro-ministro Anthony Albanese prometeu devolver o porto à propriedade local.
Mas as preocupações com os portos são apenas um elemento de uma proposta anti-China mais ampla . O rascunho também sugere maneiras pelas quais o governo dos EUA poderia priorizar os interesses de empresas específicas.
Na África Oriental, o governo queria que Madagascar se recusasse a permitir que “a China estabelecesse bases militares e expandisse a cooperação militar. No leste africano, a ilha de Maurício deveria realizar um estudo sobre a remoção de equipamentos de telecomunicações fabricados pelas chinesas Huawei, ZTE e Hikvision de suas redes de telecomunicações e vigilância. E as autoridades queriam que a Argentina consultasse especialistas americanos sobre a implementação de “medidas de controle” nas instalações espaciais chinesas naquele país para “garantir seu uso exclusivamente civil”.
No Lesoto, país pobre do sul da África, Trump havia ameaçado com tarifas de 50%. Os negociadores queriam que o governo finalizasse acordos com “várias empresas americanas”. A OnePower, startup de energia renovável, deveria receber “isenção de imposto retido na fonte por cinco anos” e uma licença para desenvolver projeto de 24 megawatts. Os reguladores deveriam dispensar a exigência legal de que a Starlink, provedora de internet via satélite de Musk, fornecesse um endereço físico no Lesoto antes de realizar negócios no país, afirma o documento. Em meados de abril, o Newsday , jornal de Maseru, capital do Lesoto, relatou que não havia evidências de um escritório da Starlink no local que a empresa havia fornecido como endereço registrado, “levantando sérias preocupações legais e regulatórias”.
A perspectiva geopolítica imperialista estadunidense
Esses acordos indicam uma estratégia ostensiva de renegociação tarifária e comercial dos EUA sob Trump, associadas a pressões políticas e exigências de alinhamento, em oposição a China e mesmo aos BRICs. Desse panorama, algumas avaliações iniciais são possíveis.
Os acordos visam também diretamente fortalecer setores-chave da base eleitoral trumpista. Entre os quais, agronegócio, indústria automotiva, indústria aeroespacial, complexo industrial-militar e setor energético (especialmente petróleo e gás). A estratégia também procura converter ganhos comerciais em dividendos políticos internos, especialmente considerando as eleições de meio de mandato que acontecerá em outubro de 2026.
Países estratégicos na Ásia e Sudeste asiático indicam que os acordos vão além do aspecto econômico, refletindo objetivos geopolíticos. Nitidamente esse é o caso do Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Indonésia e Vietnã que são parte da estratégia de contenção da influência chinesa na região, fortalecendo alianças não somente econômicas, mas também militares. Por sua vez, União Europeia e Reino Unido referem-se a ampliação da influência comercial americana na Europa, com prioridade aos setores energético, automotivo, aeroespacial e militar. Alguns acordos indicam uma assimetria de poder em favor dos EUA. Por exemplo, Indonésia e Vietnã fazem concessões muito maiores aos EUA, especialmente na eliminação de tarifas e compra obrigatória de produtos americanos.
Por sua vez, a China enfrenta maior pressão tarifária, no entanto é importante considerar a postura que se mantém irredutível, expressando uma relação conflituosa crescente nas relações entre esses dois países principais, nas disputas nessa nova ordem imperialista internacional que vem se abrindo. No entanto, longe de ser somente um conflito que tenderá somente a sua intensificação, indica também uma profunda interdependência criada entre esses dois países imperialistas. Isso nitidamente é demonstrado na trégua tarifária é temporária e condicionada à postura chinesa no cenário internacional e econômico. O Acordo temporário com a China reflete uma tensão permanente, indicando que Washington utiliza a questão tarifária como arma política nas negociações bilaterais mais amplas (questões de segurança, tecnologia, e influência na Ásia), mas a postura cautelosa estadunidense, diferente de sua relação com países semicoloniais e com o imperialismo secundário da União Europeia, Reino Unido e Japão.
Essa política agressiva pode gerar resistências futuras por parte dos parceiros, com risco de: retaliações comerciais ou técnicas no médio prazo, além de desgaste das relações diplomáticas caso os compromissos econômicos sejam percebidos como exploratórios demais por esses países.
Os acordos tarifários revelam uma estratégia que mistura protecionismo pragmático com forte projeção de poder geoeconômico. São claramente direcionados ao fortalecimento econômico dos EUA no curto prazo e à ampliação de sua influência política, sobretudo contra o eixo econômico liderado pela China. Contudo, o equilíbrio é frágil, podendo trazer benefícios imediatos, mas criando riscos de médio e longo prazo no cenário internacional.

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17401098
[1] Trump estabelece tarifas ‘recíprocas’ de 10% a 41% sobre exportações de dezenas de países. Reuters, 31 de julho de 2025. Link aqui
[2] Trump adia tarifas mais altas sobre o México horas antes de adiar prazo de tarifas mais amplas. The Washington Post, 31 de julho de 2025. Link aqui
[3] Modificação adicional das taxas tarifárias recíprocas para refletir as discussões em andamento com a República Popular da China. Ordens Executivas, Casa Branca, 11 de agosto de 2025 – Link aqui
[4] Marcela Ayres, Brasil divulga pacote de ajuda para exportadores afetados por tarifas dos EUA. Reuters, 13 de agosto de 2025. Link aqui
[5] Ficha informativa: Presidente Donald J. Trump garante uma vitória comercial histórica para os Estados Unidos, Casa Branca, 12 de maio de 2025 – Link aqui
[6] Ficha informativa: Presidente Donald J. Trump garante uma vitória comercial histórica para os Estados Unidos, A Casa Branca, 12 de maio de 2025. Link aqui
[7] David Lawder e Andrea Shalal , As tarifas mais altas de Trump atingem os principais parceiros comerciais dos EUA, gerando desafio e preocupação, Reuters, 7 de agosto de 2025 – Link aqui
[8] No caso do Canadá, as tarifas de 34% continuam. No caso brasileiro, foram isentos cerca de 694 produtos das tarifas de 50%, mas outros produtos continuaram. Na Índia, os EUA manteve irredutível as tarifas.
[9] David J. Lynche e Hannah Natanson. Trump expande uso de tarifas para atingir objetivos de segurança nacional. Documentos mostram que autoridades queriam pressionar países próximos à China para que estreitassem os laços de defesa. The Washington Post, 09 de agosto de 2025. Link aqui
[10] David J. Lynche e Hannah Natanson, op.cit.
[11] David J. Lynche e Hannah Natanson. Trump expande uso de tarifas para atingir objetivos de segurança nacional. Documentos mostram que autoridades queriam pressionar países próximos à China para que estreitassem os laços de defesa. Idem.



